terça-feira, 6 de março de 2012

IMAGINAÇÃO


IMAGINAÇÃO
Às vezes me perco em pensamentos
Transporto-me de um lugar para outro
Como um pássaro voa de uma árvore para outra.
Transporto-me ao remoto passado, bem machucado.
E como num piscar de olhos,
Perco-me no escuro do enigmático futuro.
Assusto-me e volto ao presente,
Voando nas assas da imaginação,
Sentindo uma grande emoção.
É como se eu estivesse hipnotizado.
E num estalar no ar,
Eu acordo para a realidade fria cruel e crua.
Mas foi descrevendo sonhos
Que saí da realidade
E a imaginação cresceu solta dentro de mim.

Marina...


Marina
Solitários foram seus dias...
e a poesia dormia esquecida na página de um livro.
Uma estrela solitária brilhava no céu pálido
e na estreita rua erma, apenas um vulto de mulher
numa janela entreaberta.
Marina foi dessas mulheres que cresceu crescida,
não tinha sonhos... não tinha nome.
Guardava no peito a ferocidade das noites
e a ambigüidade dos dias...
Seria Marina o seu nome?
Um vento frio soprava anunciando o instante da partida
e apagando as velas de todos os altares...
- O tempo é efêmero! -
- A vida é utópica! -
 Seria mesmo Marina o seu nome?..